Residentes nascidos no exterior na UE, 2025: onde eles são a maior parcela
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Em 1º de janeiro de 2025, 51,5% dos residentes de Luxemburgo tinham nascido em outro país, contra 2,6% na Polônia. Na UE como um todo, a parcela era de 14,4%. Veja como se comparam os 26 países com dados de 2025, separando quem nasceu em outro país da UE e quem nasceu fora dela.

Em 1º de janeiro de 2025, 64,7 milhões de pessoas que viviam na UE tinham nascido em um país diferente daquele onde moravam, 14,4% da população. Delas, 46,7 milhões nasceram fora da UE e 18,0 milhões em outro país da UE. As parcelas variam muito entre os países: de 51,5% em Luxemburgo a 2,6% na Polônia.
São números do Eurostat sobre a população por país de nascimento. Eles dizem onde as pessoas nasceram, não qual é a nacionalidade delas: quem nasceu no exterior e se naturalizou continua contando como nascido no exterior, e um estrangeiro nascido no país não conta.
A tabela
A tabela cobre os 26 países da UE com dados de 1º de janeiro de 2025. Portugal não enviou ao Eurostat os números de 2025 por país de nascimento; em 1º de janeiro de 2024, 16,0% dos residentes tinham nascido no exterior.
| Posição | País | Nascidos em outro país | Nascidos em outro país da UE | Nascidos fora da UE |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Luxemburgo | 51,5% | 32,5% | 19,0% |
| 2 | Malta | 32,0% | 7,4% | 24,6% |
| 3 | Chipre | 27,6% | 9,1% | 18,4% |
| 4 | Irlanda | 23,3% | 6,7% | 16,6% |
| 5 | Áustria | 22,5% | 9,7% | 12,8% |
| 6 | Suécia | 20,8% | 5,2% | 15,5% |
| 7 | Alemanha | 20,5% | 7,6% | 13,0% |
| 8 | Bélgica | 20,2% | 8,1% | 12,1% |
| 9 | Espanha | 19,3% | 3,3% | 16,0% |
| 10 | Estônia | 17,8% | 1,9% | 15,9% |
| 11 | Holanda | 16,8% | 4,4% | 12,4% |
| 12 | Eslovênia | 15,5% | 2,8% | 12,6% |
| 13 | Dinamarca | 14,4% | 4,6% | 9,7% |
| 14 | Croácia | 14,1% | 1,7% | 12,4% |
| 15 | França | 14,0% | 2,9% | 11,1% |
| 16 | Itália | 11,8% | 2,7% | 9,1% |
| 17 | Letônia | 11,6% | 1,1% | 10,4% |
| 18 | Grécia | 11,0% | 2,3% | 8,8% |
| 19 | Tchéquia | 10,0% | 2,9% | 7,2% |
| 19 | Finlândia | 10,0% | 2,4% | 7,6% |
| 21 | Lituânia | 9,7% | 0,7% | 9,0% |
| 22 | Hungria | 7,3% | 3,7% | 3,6% |
| 23 | Romênia | 6,2% | 1,7% | 4,5% |
| 24 | Eslováquia | 4,0% | 2,9% | 1,1% |
| 25 | Bulgária | 3,8% | 1,2% | 2,7% |
| 26 | Polônia | 2,6% | 0,7% | 1,9% |
| UE | 14,4% | 4,0% | 10,4% |
As duas colunas da direita podem não somar exatamente a primeira por causa do arredondamento e, em alguns países, de pessoas com país de nascimento desconhecido. O Eurostat marca os números da Alemanha e da Romênia como estimativas, os da França como provisórios e os da Polônia como estimados e provisórios.
Três padrões na tabela
Os países pequenos lideram. Luxemburgo, Malta e Chipre têm as maiores parcelas. Em Luxemburgo, mais da metade dos residentes nasceu no exterior, e 32,5% nasceram em outro país da UE, de longe a maior parcela de quem se mudou dentro da UE.
A maioria dos nascidos no exterior vem de fora da UE. Em 23 dos 26 países, os nascidos fora da UE são mais numerosos que os nascidos em outro país da UE. As exceções são Luxemburgo, Hungria e Eslováquia. Malta tem a maior parcela de nascidos fora da UE, 24,6%, seguida de Luxemburgo, Chipre, Irlanda e Espanha.
Os países grandes concentram a maior parte das pessoas. Em números absolutos, a Alemanha tinha 17,2 milhões de residentes nascidos no exterior, a França 9,6 milhões, a Espanha 9,5 milhões e a Itália 6,9 milhões. Segundo o Eurostat, esses quatro países abrigavam 66,7% das pessoas nascidas no exterior que viviam na UE, com 57,8% da população do bloco.
O que os números não mostram
- Nacional, não local. Uma parcela nacional não diz nada sobre as diferenças entre cidades, regiões ou bairros.
- País de nascimento, não origem. A tabela não diz de quais países específicos as pessoas vieram, há quanto tempo se mudaram nem se hoje são cidadãs.
- Estoque, não fluxo. São pessoas que viviam no país numa data, não o número de quem chegou num determinado ano.
Por que isso importa se você está planejando uma mudança
Uma população grande de nascidos no exterior pode significar comunidades estabelecidas, escolas internacionais, serviços em mais idiomas e empregadores acostumados a contratar de fora. Isso não diz quão fácil é conseguir um visto, achar emprego ou se sentir em casa, e não diz nada sobre uma cidade específica.
Use a tabela como ponto de partida e depois olhe a cidade que você tem em mente. O nosso ranking dos países mais baratos da UE para morar trata do custo de vida. Dossiês de país: Luxemburgo, Irlanda, Áustria, Suécia, Alemanha, Espanha e Portugal.
Fontes
- Eurostat. Population on 1 January by age group, sex and country of birth (migr_pop3ctb), 1 January 2025. acessado em .
- Eurostat. EU population diversity by citizenship and country of birth (Statistics Explained). acessado em .