Os melhores países para se mudar com a família em 2026
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Segurança, escolas, saúde e tempo em casa, cada um com a sua fonte oficial. Nenhum país vence nos quatro, e a tabela mostra onde cada um é forte e onde fica devendo.

Famílias que se mudam para outro país costumam fazer as mesmas quatro perguntas. É seguro? As escolas são boas? Seremos bem atendidos se alguém ficar doente? Vamos conseguir nos ver, ou o trabalho vai engolir as noites?
Não existe um índice único que responda às quatro, e juntar tudo numa só nota esconderia mais do que mostraria. Por isso este ranking faz algo mais simples: coloca quatro medidas oficiais lado a lado e deixa você ver as escolhas envolvidas.
Como funciona a comparação
Cada critério vem de uma única fonte, na edição mais recente disponível em setembro de 2026:
- Segurança: posição no Global Peace Index 2026, do Institute for Economics and Peace. Quanto menor a posição, melhor.
- Escolas: nota média em ciências dos alunos de 15 anos no PISA 2025, publicado pela OCDE em 8 de setembro de 2026. Ciências foi a disciplina principal desta rodada. A média da OCDE é 482.
- Saúde: mortes por causas tratáveis por 100 mil habitantes, padronizadas por idade, do Health at a Glance 2025 da OCDE. São mortes antes dos 75 anos que um atendimento de saúde oportuno e eficaz deveria evitar, então quanto menor o número, melhor. A média da OCDE é 77. A maioria dos dados é de 2023, alguns do ano anterior mais próximo.
- Tempo em casa: parcela dos empregados que trabalham habitualmente 50 horas ou mais por semana, da base de bem-estar How's Life da OCDE, 2025. Quanto menor a parcela, melhor.
Os países da tabela são os que, entre os 50 cobertos pelo Gledori, estão no top 20 do índice de paz e são membros da OCDE, para que as quatro medidas existam para todos eles.
A tabela
| País | Posição de paz (GPI 2026) | PISA 2025 ciências | Mortes tratáveis por 100 mil | Empregados com 50h ou mais |
|---|---|---|---|---|
| Nova Zelândia | 2 | 509* | não publicado | 11,1% |
| Suíça | 3 | 501 | 34 | 5,0% |
| Eslovênia | 4 | 484 | 53 | 2,0% |
| Irlanda | 5 | 500 | 57 | 3,9% |
| Áustria | 6 | 497 | 54 | 4,0% |
| Portugal | 7 | 482 | 63 | 6,5% |
| Finlândia | 9 | 504 | 57 | 2,6% |
| Japão | 10 | 538 | 49 | não publicado |
| Dinamarca | 11 | 478 | 55 | 2,4% |
| Tchéquia | 13 | 490 | 87 | 2,9% |
| Canadá | 14 | 510* | 58 | 3,1% |
| Hungria | 15 | 480 | 141 | 1,5% |
| Holanda | 17 | 485* | 49 | 1,8% |
| Austrália | 20 | 509 | 47 | 9,7% |
*A OCDE pede cautela com estes resultados do PISA porque um ou mais dos seus padrões de amostragem não foram atendidos.
"Não publicado" significa que a fonte não inclui aquele país naquela medida. Não preenchemos a lacuna com estimativa.
O que a tabela mostra
A Suíça tem o perfil mais completo. Terceira em paz, a menor mortalidade tratável de toda a OCDE, com 34 mortes por 100 mil, e nota de ciências acima da média da OCDE. O que esta tabela não mostra é quanto custa viver lá, e é para isso que serve a comparação de custo de vida mais abaixo.
O Japão tem, com folga, as escolas mais fortes desta lista. Sua nota de 538 em ciências fica bem à frente de todos os outros países da tabela. Os resultados de saúde também são fortes. A base da OCDE usada aqui não inclui o dado japonês de jornadas longas, então a tabela não consegue dizer quanto tempo as famílias de fato passam juntas.
Holanda, Hungria, Eslovênia e Dinamarca protegem o tempo da família. Dois por cento ou menos dos empregados holandeses, húngaros e eslovenos trabalham 50 horas ou mais por semana, e a Dinamarca vem logo atrás. Para uma família, isso pode pesar tanto quanto qualquer ranking de escola.
Nova Zelândia e Austrália são seguras e boas em educação, com semanas de trabalho mais longas. A Nova Zelândia é a segunda do mundo em paz e a Austrália tem uma das menores taxas de mortalidade tratável da tabela, mas nas duas cerca de um em cada dez empregados trabalha jornadas muito longas.
Portugal é pacífico, com escolas na média da OCDE. Sétimo no índice de paz, tem exatamente a média da OCDE em ciências no PISA. A mortalidade tratável é menor que a média da OCDE, mas maior que na maior parte da Europa Ocidental.
Hungria e Tchéquia destoam na saúde. As duas vão bem em paz, mas a mortalidade tratável fica acima da média da OCDE, de 77: 87 por 100 mil na Tchéquia e 141 na Hungria, a maior da tabela.
O que este ranking deixa de fora
- Acesso à escola, não só qualidade. O PISA mede o desempenho dos alunos de 15 anos. Não diz se uma criança estrangeira vai conseguir vaga, em que língua são as aulas nem quanto custam as escolas internacionais.
- Acesso à saúde para quem chega. Um bom sistema de saúde só serve depois que você entra nele. As regras de inscrição e os tempos de espera para novos residentes variam muito.
- Dinheiro. Nenhuma destas medidas diz se o seu salário vai cobrir aluguel, creche e mensalidade escolar.
- A cidade. As quatro medidas são médias nacionais.
Próximos passos
Os dossiês de país cobrem escola, saúde e o custo de uma casa com família em cada país:
- Suíça, Japão, Holanda, Dinamarca e Eslovênia
- Irlanda, Áustria, Finlândia, Portugal, Tchéquia e Hungria
- Canadá, Austrália e Nova Zelândia
A calculadora de custo de vida permite definir o número de adultos e filhos, escola e saúde pública ou particular, e ver quanto sobra por mês nos 50 países. Depois de afunilar a escolha, os guias de país explicam passo a passo vistos, escolas, inscrição na saúde e os primeiros meses.
Fontes
- Institute for Economics and Peace. Global Peace Index 2026: Identifying and measuring the factors that drive peace. acessado em .
- OECD. PISA 2025 Results (Volume I), Table I.1: Snapshot of performance in science, reading, mathematics and computational problem-solving. acessado em .
- OECD. Health at a Glance 2025, Figure 3.6: Mortality from treatable causes, 2023 and 2013 (or nearest year). acessado em .
- OECD. OECD Well-being Database (How's Life?), current well-being: long hours in paid work. acessado em .
- OECD. How's Life? 2024: Well-being and Resilience in Times of Crisis. acessado em .