Alíquota máxima de imposto de renda na OCDE em 2025: até onde vai e onde começa
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Em 2025, a alíquota máxima do imposto de renda sobre salários foi de 55,9% na Dinamarca e no Japão, mas a da Dinamarca começa em 1,2 vez o salário médio e a do Japão em 7,7 vezes. Na Colômbia, a alíquota máxima de 39,0% começa em 51,5 vezes o salário médio. Aqui estão os dados da OCDE de 37 países-membros.

Uma alíquota máxima alta nem sempre pesa sobre um salário comum: em alguns países ela só começa muito acima do que a maioria ganha, em outros a partir de perto do salário médio.
A OECD Tax Database publica os dois números lado a lado, na Tabela I.7: a alíquota máxima legal do imposto de renda de pessoa física e o nível de renda em que ela passa a valer, expresso como múltiplo do salário médio. Os números abaixo são de 2025, o ano mais recente da tabela.
A alíquota soma o imposto de renda do governo central e o dos governos subnacionais, para uma pessoa solteira sem filhos. É uma alíquota marginal: vale só para a parte do salário acima do limite, não para o salário inteiro. As contribuições do empregado à seguridade social não estão incluídas. A Letônia fica de fora: a tabela da OCDE mostra o valor 0 para a alíquota e o limite de 2025, contra 31,2% em 2024, então não usamos esse dado.
A tabela
Em ordem de alíquota máxima. Na última coluna, 1,0 significa que a alíquota máxima começa no salário médio.
| Posição | País | Alíquota máxima do imposto de renda, 2025 | Começa em (× salário médio) |
|---|---|---|---|
| 1 | Dinamarca | 55,9% | 1,2 |
| 1 | Japão | 55,9% | 7,7 |
| 3 | França | 55,4% | 12,9 |
| 4 | Áustria | 55,0% | 17,4 |
| 5 | Canadá | 53,5% | 2,8 |
| 6 | Portugal | 53,0% | 11,6 |
| 7 | Bélgica | 52,7% | 1,0 |
| 8 | Suécia | 52,4% | 1,2 |
| 9 | Finlândia | 51,8% | 3,0 |
| 10 | Israel | 50,0% | 3,4 |
| 10 | Eslovênia | 50,0% | 3,6 |
| 12 | Coreia | 49,5% | 19,0 |
| 12 | Países Baixos | 49,5% | 1,2 |
| 14 | Espanha | 48,6% | 9,4 |
| 15 | Irlanda | 48,0% | 1,2 |
| 16 | Alemanha | 47,5% | 4,4 |
| 17 | Itália | 47,2% | 1,5 |
| 18 | Austrália | 47,0% | 1,7 |
| 19 | Islândia | 46,3% | 1,3 |
| 20 | Luxemburgo | 45,8% | 3,3 |
| 21 | Reino Unido | 45,0% | 2,2 |
| 22 | Grécia | 44,0% | 1,7 |
| 23 | Estados Unidos | 43,7% | 8,7 |
| 24 | Suíça | 41,4% | 3,1 |
| 25 | Turquia | 40,8% | 5,6 |
| 26 | Chile | 40,0% | 18,6 |
| 27 | Noruega | 39,7% | 1,8 |
| 28 | Colômbia | 39,0% | 51,5 |
| 28 | Nova Zelândia | 39,0% | 2,2 |
| 30 | México | 35,0% | 20,6 |
| 31 | Lituânia | 32,0% | 4,4 |
| 31 | Polônia | 32,0% | 1,3 |
| 33 | Costa Rica | 25,0% | 6,0 |
| 33 | Eslováquia | 25,0% | 2,9 |
| 35 | Tchéquia | 23,0% | 2,9 |
| 36 | Estônia | 22,0% | 0,3 |
| 37 | Hungria | 15,0% | 0,0 |
As maiores alíquotas
Dinamarca e Japão tiveram as maiores alíquotas máximas em 2025, ambas de 55,9%, seguidas por França (55,4%) e Áustria (55,0%). Em nove países a alíquota máxima passa de 50%; Israel e Eslovênia estão em 50,0%.
Onde a alíquota máxima começa
O limite muda o que a alíquota máxima significa para um salário típico.
Alíquota máxima perto do salário médio. Na Bélgica a alíquota máxima começa em 1,0 vez o salário médio, e na Suécia, na Dinamarca, nos Países Baixos e na Irlanda em 1,2 vez. Nesses países, quem ganha um pouco acima do salário médio já paga a alíquota máxima sobre parte do salário.
Alíquota máxima só para rendas muito altas. Na Colômbia a alíquota máxima começa em 51,5 vezes o salário médio, no México em 20,6 vezes, na Coreia em 19,0 vezes, no Chile em 18,6 vezes e na Áustria em 17,4 vezes. França (12,9) e Portugal (11,6) também a colocam a mais de dez vezes o salário médio.
Assim, dois países com quase a mesma alíquota máxima podem tratar salários comuns de forma muito diferente. Dinamarca e Japão têm a mesma alíquota máxima de 55,9%, mas o limite é de 1,2 vez o salário médio na Dinamarca e de 7,7 vezes no Japão.
Sistemas de alíquota única ou quase única
A Hungria aplica uma só alíquota, de 15,0%, desde a primeira unidade de renda, por isso o limite é 0,0. A Estônia aplica 22,0% a partir de 0,3 vez o salário médio. Nos dois, a alíquota máxima é também a que a maioria dos trabalhadores paga, e são as duas menores alíquotas máximas da tabela.
O que os números não mostram
- O que você paga de fato. Alíquota marginal não é alíquota média. Como a parte de baixo do salário paga alíquotas menores, a parcela do salário que vai para o imposto pode ficar bem abaixo da alíquota máxima. O nosso artigo sobre quanto do salário fica com você usa as alíquotas médias da OCDE para essa pergunta.
- Contribuições à seguridade social. As contribuições do empregado não estão nesta coluna e se somam ao imposto de renda.
- Créditos tributários. O indicador inclui abatimentos e deduções, mas não créditos tributários, que podem reduzir a conta em algumas faixas de renda.
Como usar estes números
- Compare o seu salário com o limite. Divida o salário bruto esperado pelo salário médio do país, que a OCDE publica na mesma base. Se o resultado ficar abaixo do limite, a alíquota máxima não se aplica a você.
- Confira na autoridade tributária do país. Alíquotas e limites podem mudar a cada orçamento.
Perfis dos países: Dinamarca, Japão, França, Áustria, Bélgica, Suécia, Colômbia e Hungria.
Este artigo descreve alíquotas como publicadas pela OCDE e não é aconselhamento tributário nem financeiro. Confira as regras atuais com a autoridade tributária do país antes de tomar decisões.
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Fontes
- OECD. OECD Tax Database, Table I.7: Personal income tax, top statutory rate and marginal tax rate for employees at the earnings threshold where the top statutory personal income tax rate first applies (DSD_TAX_PIT@DF_PIT_TOP_EARN_THRESH), 2025. acessado em .
- OECD. Personal income tax on wage income, PIT Explanatory Annex (updated April 2026). acessado em .
- OECD. Tax Database: key tax rate indicators (December 2023), definition of the top statutory personal income tax rate. acessado em .